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Macarrão, Bracholas, Palheta, Brusquetas...e muito mais





 



 

(Essa postagem está concorrendo ao prêmio de melhor postagem humorística de 2011 pela Associação de Blogs do Brasil... Não sei porquê, foi tudo tão sério, hehehe!!!)



Ah... Se a gente pudesse...








São tantas coisas que nós pensamos que gostaríamos que fossem verdade.




Voar, adivinhar os resultados da Megasena, saber o futuro, ter visão de raio-x, ser invulnerável, ser famoso, tantos e tantos desejos.

Essa noite eu fiquei pensando nisso:

E se eu pudesse escrever uma carta às pessoas que já se foram deste mundo?

E melhor ainda, se recebesse uma resposta.

Tantas dúvidas cairiam pelo chão, não é verdade?




Se eu pudesse fazer isso, escreveria à minha avó, que era uma mulher de mão cheia na cozinha, de um humor delicioso e uma simpatia que faria você apaixonar-se por ela em segundos, e seria, mais ou menos, assim:




Oi Vó, que saudades !!!


Faz tempo né. As vezes eu até esqueço de como era bom quando estava aqui conosco.
Confesso, que na época eu nem dava muita importância a isso, acho que era a famosa tolice juvenil, mas agora fico pensando em quantas vezes eu podia ter aproveitado mais sua companhia.

Fico lembrando de algumas coisas e tenho tanta vontade de perguntar como a senhora fazia pra ficar tão bom, com aquele gostinho de "colo", de aconchego, de família.
É tão difícil conseguirmos colocar esses ingredientes nos nossos pratos, mas, a senhora fazia isso tão bem que deixou muitas saudades, pelo menos, aqui dentro de mim.

Se puder responder essa carta, gostaria de perguntar algumas coisas, já que sei que a senhora, com certeza, está me acompanhando aí de cima e fica vendo que meu trabalho, hoje em dia, é fazer as pessoas ficarem felizes com as comidinhas que eu preparo para elas.

Algumas vezes, enquanto estou cozinhando uma massa, sinto até o gosto daquele macarrão com bracholas que servia nos domingos que a gente ia te visitar. Já tentei fazer igual, mas não deu.
Ainda falta alguma coisa que eu não descobri.

E os brigadeiros que a senhora fazia, gigantes, só para não deixar os netos sem um docinho depois do almoço.
Ah, aquilo era como chegar aí onde a senhora está agora. Era um pedacinho do céu aqui na Terra.

Por falar em Terra, as pessoas andam alvoroçadas por aqui. Perdeu-se muito daquilo que a senhora chamava de "Joie de Vivre", a alegria de viver e viver bem.
Sei que para começarmos a ter essa alegria, um bom começo se faz à mesa, com a senhora mesmo sempre disse.

Será que a senhora podia me mandar as receitas explicadinhas?

Bom, eu vou parando por aqui, porque a senhora deve estar ocupadíssima com o vovô, com as tias e os outros, afinal a senhora sempre foi o centro da alegria da casa aqui embaixo e não deve ser diferente aí em cima.

Aquelas balas puxa-puxa de limão que a senhora fazia, seriam meu pedido de última refeição, se eu pudesse escolher. Chego a sentir o o gosto delas quando lembro da senhora, mas essas eu nem ouso a pedir a receita. Nunca ficarão do mesmo jeitinho que a senhora fazia e eu ficava olhando puxar, esticar, amassar, puxar de novo...
Confesso que enquanto olhava, minha boca enchia de saliva. As vezes tinha que engolir para não fazer sujeira no chão.
Que saudades, não só das balas, mas de vê-la as fazendo. Acho que não dei o devido valor na época e hoje apenas posso lamentar isso.


Manda um beijo pra todo mundo e diga que um dia eu "terei" que visitá-los "pessoalmente", porque isso não vai dar para fugir. Só não sei se vou para o mesmo endereço que estão. Nem sempre fui bonzinho, como a senhora, pra merecer isso.


Um beijo do seu neto na Terra, por enquanto.





Demorou um tempo para eu receber a resposta, afinal os correios tanto aqui quanto os de lá são bem ruinzinhos.
A carta veio meio amassada, enrugada por água, com selo ilegível, do mesmo jeitinho que aqui embaixo, mas, chegou.

Peguei uma reconfortante xícara de chá, sentei no meu sofá e abri a carta com facilidade, afinal a cola que fecha os envelopes nos correios de lá é igualzinha a dos correios daqui, uma água com farinha muito sem vergonha.

Ansioso, comecei a ler.
E nela estava escrito assim:



Oi querido neto.

Que bom que escreveu. Estava com saudade, também, de conversar com você. Às vezes te chamo, mas você não escuta, parece surdo, pô.
Precisa prestar mais atenção nos chamados. Outras vezes eu faço balançar as árvores com um leve brisa, às vezes eu ilumino a sua sala com raios de sol, mas todas essas vezes você nem percebeu o quanto isso é incrível.
Sinto falta de tudo isso, embora não possa reclamar da estadia aqui, mas sinto falta até das gotas de chuva me molhando. Aquelas gotas que tanto você reclama quando caem bem na hora que vai abrir seu restaurante. Mesmo elas, você tem que aproveitar e, até, agradecer, porque aqui não tem nada disso. A chuva sempre cái pra baixo daqui.


Sempre olho pra baixo e vejo você, correndo pra lá e pra cá. De vez em quando, fico até tonta, mas, não tem um minuto que eu não sinta saudades de ter você no meu colo e, às vezes, até sinto seu peso amassando minhas pernas etéreas.
Outro dia, estava, até, conversando com seu avô sobre isso, mas ele cismava em ficar apalpando minhas asinhas.
Os homens dessa família, hum....vou te contar!!!



Aqui é muito bom, não tem guerras, brigas, fofocas, inveja, tramóias e barulho, a não ser quando vocês, aí de baixo, mandam uns foguetes que passam zunindo por aqui. Tem uns satélites muito barulhentos que de vez em quando passam perto, mas, de resto é uma calmaria sem fim, só quebrada quando temos uma reunião de condôminos ou um almoço com os amigos em alguma nuvem por aí.

Chamamos aqui de paraíso, também, porque não tem políticos nem banqueiros. Eles até tentam entrar, mas quando apresentam o "curriculun" na portaria são barrados pelo Pedro.



Na sua cartinha, você diz ter saudades das minhas bracholas com macarrão no domingo em que vinham me visitar, mas elas não tem nada de mais. Tinham muito carinho, isso sim, porque sabia que vocês gostavam muito e eu me esmerava em fazê-las bem feitinhas.

Eu fazia assim, mas peço desculpas porque usei bacon e lingüiças, quando as tradicionais usam só o bacon, porque elas estavam mais baratas aqui no Pão do Céu, o supermercado daqui. Todo domingo seu avô me leva lá e eu me esbaldo.

Além do mais, acho que ficaram mais gostosas, até.
Vou mandar uma foto com elas abertas, acompanhando um Penne, porque sabes o quanto teu avô gosta deste tipo de macarrão, assim como você gosta, que eu sei:




Eu peguei uns bifes de contra-filet escondido, por que aqui a maioria é vegetariana. Tem vacas andando por todo lado. Parece que estamos no céu dos hindus, hehe!!.
Agora entendo que só existe um céu pra todo mundo. Vocês, aí embaixo, é que complicam tudo.


Abri a carne para ficar fininha com o martelo do Thor, que gentilmente me emprestou, mas quer comer aqui, também. O bom que ele é o deus do trovão e, se acabar o gás, ele esquenta o rango com os raios dele.

Depois que deixei os bifes fininhos, temperei com sal e pimenta do reino (você sabia que ela é originaria da Índia, né, e chama-se "do reino", porque a Inglaterra, que era o maior "reino" do mundo na época, dominava esse país).

Peguei as lingüiças e cortei elas de comprido em quatro partes. Fiz o sinal da cruz e repeti o mesmo corte com a cenoura.

Aí eu temperei com salsinha fresquinha da horta do Francisco. O duro é que de vez enquando ele fica peladão por lá. Mania do Chico desde que largou todas as riquezas e as vestes para abraçar a pobreza. Virou santo, mas dá uma vergonha ver ele assim.



Coloquei uns ovos cozidos e cortadinhos, porque lá na terra que nasci, se faz assim.


Fiz uma trouxinha com as cenouras e as lingüiças e "amarrei" com as fatias de bacon, assim facilita muito na hora de enrolar esse recheio com a carne.

Enrolei o bife e espetei uns palitos pra prender as pontas. Preciso sempre lembrar de tirá-los. Outro dia a Edwiges quase morreu, outra vez, engasgada. Imagina se eu posso ficar devendo uma coisa dessas pra ela, ainda mais ela que cuida dos endividados daí de baixo. Tô até com peninha de tanto que ela anda trabalhando.

Precisava de um panelão, por que tinha muita gente aqui querendo experimentar. Aí não teve jeito, pedi emprestado ao Lucifer, que veio fazer uma visitinha e tentar vender uns títulos do clube dele lá embaixo. Disse que a coisa era quente, mas, sei que lá tá cheio demais pro meu gosto. Detesto esses climas quentes, você sabe.

Coloquei bastante óleo e deixei fritando bem, até ficarem douradinhos.

A diferença da brachola (alguns chamam de brachiola, sei lá por que) e do bifê a rolê é pequena, mas a brachiola (ou brachola) leva ovos e não é feita na pressão, por que naquela época nem tinha essas modernidades de panela de pressão.

Quando eles ficaram bonitos, bem cozidinhos, eu coloquei os pomodoros, aqueles tomates já prontinhos que são uma mão na roda para fazer um suculento molho de tomate.

Cozinhamos um montão de macarrão e lascamos queijo ralado nele.

Demorou um pouquinho, então, enquanto a galera celestial esperava, fiz uma bruschettas pra eles. Já tinha gente me mandando pros quintos dos infernos pela demora. Que pecado !!!



Peguei o pão, levantei e dei graças aos céus (por aqui é meio obrigatório fazer isso).
Depois passei um dentinho de alho nas fatias, menos pro Vlad, ele detesta alho, e coloquei um pouco de molho de tomate e uns pedaços de mozzarella, da lingüiça que sobrou da brachola e orégano.

O duro quando a gente parte o pão aqui, é que logo vem chegando aquela turminha dos doze amigos do Jesus com aquele papo de "vamos repartir, vamos repartir" e quase não sobra nada pras bruschettas.



Coloquei no forninho do meu amigo Vulcano e em minutos estava pronto. Segurou a galera enquanto preparava a pasta com as bracholas.

O filho do dono deste lugar é um cara pra lá de simpático, mas ele é meio desleixado, muito barbudo e cabeludo, parece um hippie. Ele chama-se Jesus, mas os íntimos o chamam de Jê.
Vive cercado de gente, mas, também vou te contar, o rapaz diz que ama todo mundo. Muito dado esse rapaz!!!

Ele viu que tinha pouco vinho, levantou as mãos, pensei até que ele ia reclamar, mas ele fez um milagre e surgiu vinho em tudo quanto era jarra. Bebi até não poder mais.

Era um vinho muito bom que apareceu do nada e de graça. Até pensei em guardar um pouco e servir com umas bolachinhas bem fininhas que eu faço pra levar na missa de domingo. Lá eles são muito pão-duros, só dão uma pra cada um. Por isso que o pessoal não engole. Ficam enrolando com ela na boca pra durar mais.

A moçada adorou a exibição. Parecia o Moisés quando sirvo a minha sopinha e ele fica dividindo ela no meio para colocar uns croutons.
Sempre capricho muito na comida dele com medo das pragas que ele pode mandar em cima de mim. O Ramsés, também, morre de medo dele.

Por falar nisso, o Moisés tem novidades: Já re-escreveu nove dos dez mandamentos. Falta um só.
Ele tá em dúvida naquele sobre cobiçar a mulher do próximo. Ele acha que não pega mais esses lance aí embaixo. Ele ia publicar "Não cobicará a mulher "e" o homem do próximo", mas na hora de imprimir as tábuas, travou o PC dele. Aí sim eu vi o que é rogar pragas !! Pobre Bill Gates, espero que não esteja morando no Egito.
Outra novidade é que eu dei, no aniversário dele, um celular com GPS, assim ele não fica mais 40 anos perdido no deserto. Ele amou, tá todo posudo andando por aí com ele. E sem se perder.

Quase todo mundo ficou de porre com o vinho do Jê, mas o pessoal daqui tem que se controlar, se não o chefão manda lá pra baixo de novo e ninguém quer voltar para aí.

Teu avô já ficou ligado e fez uma proposta para engarrafar e distribuir a produção Dele, mas Ele não aceitou e disse que quem manda mesmo é o Pai que não pode comparecer hoje porque foi ver o jogo com o Paulo, que mantém um time por aí no Morumbi e vive pedindo ajuda pra Ele, mas parece que nem com Ele a coisa anda bem.



Comemos quase tudo, mesmo correndo o risco do pecado da gula, mas desperdiçar, também, é pecado.

Chato mesmo foi o David que trouxe um tal de Golias e o cara é grande pra cacete e comeu muito. O tampinha até que é legal, mas o altão é um guloso de marca maior.



Depois foi um tal de procurar um cantinho pra deitar e tirar uma sonequinha, menos o Sidarta que ficou sentadinho no canto. Foi o que mais comeu, também tá gordo feito sei lá o quê. Tá lá até agora. Parece o Buda !!!

Mas você me perguntou como eu fazia aqueles brigadeirões, né?

Eu chamava de "Palheta". Acho que eu misturava o nome daquele doce italiano chamado "Palha italiana" (bom se é um doce italiano tinha que se chamar palha italiana, dããã!!!) e eles tem muito a ver. Só que em vez de biscoitos, eu usava um bolo de chocolate bem molhadinho.



Olha, eu fazia assim e, como você sempre diz, prestenção:

Uma panela com uma lata de leite condensado, mais quatro colheres de Nescau e um colherinha de manteiga, em fogo baixo fazem um brigadeiro normal.
Não caia em tentação e já começa a comer, viu, porque tentação é pecado e quero te ver aqui em cima, um dia.


Fazia um bolo de chocolate bem úmido e aí eu misturava os dois, e colocava rum, mas, não vai contar pro seu pai que ele me mata de novo. Já me basta ter morrido uma vez.

Depois eu passava no granulado, chocolate raladinho ou no cacau em pó.

Lembra deles, ficavam assim:




Fica uma delícia e acabei fazendo aqui, também, mas eu e minha boca grande fui contar que ia fazer isso pra Madalena e ela contou pra todo mundo. Aí, como eu queria que ela se arrepende-se disso, também !!!!

Tive que fazer um montão, comeram tudinho, mas sobrou uns para tirar uma fotografia com a máquina do Kirlian, aquele que tentava fotografar a alma. Homem muito legal ele, mas só emplacou a máquina aqui em cima. Agora ele está desenvolvendo uma que fotografa o corpo, porque aqui só tem almas.
 
Bom meu neto querido, vejo que você está feliz, fazendo as coisas que gosta e tendo muitos amigos que sempre elogiam a sua comida. Isso é bom, sempre devemos seguir nossos sonhos.

Eu vou ficando por aqui, por que o João cismou de fazer uma fogueira e quer que todo mundo vá lá no quintal da nuvem dele dançar em volta dela.
Ele, o Antônio e o Pedro estão sempre juntos nessa época. Parecem uma quadrilha.

Manda um beijo a todos que ainda estão aí embaixo e você, veja se aproveita cada minuto, por que a vida passa tão depressa que, muitas vezes, nem percebemos e ela já se foi.

O Alan, vive dizendo que podemos ter muitas vidas, reencarnando a toda hora, mas eu não curti muito a idéia de deixar esse lugar e voltar para essa bagunça aí de baixo. Nem o Kaká quer descer de novo.

Só sinto saudades mesmo é da família e dos amigos que ainda estão por aí.
Essas são as coisas mais importantes que levamos pela vida. Aprende e valoriza isso, meu neto querido.

Deus te abençoe, mesmo não acreditando nele..

Aliás Ele morre de rir quando escuta você falando que ele não existe.
Fica na frente do espelho dizendo: - Olha eu aqui, olha eu aqui !!!

Repete a toda hora, se eu não existo, porque eu apareço em todos os lugares, quer seja em uma flor, quer seja num por de sol, vejo tudo, estou em tudo.

Cá entre nós, meu neto, essa mania de onipresença Dele já me encheu. Queria um pouco de privacidade. É duro fazer as coisas com alguém sempre olhando.



Seu avô manda um abração e manda dizer pro seu pai que todo mundo da família fica careca. Sei que é sacanagem dele, mas ele adora encher seu pai com isso.

Beijos da vovó gorda. Ainda bem que aqui no céu não tem balança, só aquela constelação, mas ela fica longe daqui. Ainda bem !!!


Dobrei a cartinha, guardei aqui no bolso da camisa do lado esquerdo e deite-me.

Dormi com um sorriso na face, mas morrendo de saudades do macarrão com bracholas da minha avó, do brigadeirão da minha tia, das coisinhas da outra avó, do cigarrinho que filava escondido do meu tio, das tardes com meu primo, dos passeios com meu avô, das conversas com os amigos que já foram, de uma amada mulher que me deixou de repente sem avisar ninguém, de...

Acho que, além do sorriso na boca, tinha umas lágrimas nos olhos, também.



**

Texto e fotos de minha propriedade. Registrado.


Hot Dog, Batatas Fritas de Chef, Macarrões Diversos, Pavê de Chocolate

Feriado...Aproveite e fique pouco na cozinha.





Feriadão....uah...zzzz...que preguiça!!!

Como diz o quadrinho muito engraçado...




Ir à cozinha nesses momentos de folga, quando todo mundo está no "bem bom", pode ser meio chatinho, né?, mas será que devemos desleixar, relaxar nessa hora?

Afinal, feriado ou não, nossos estômagos não tem calendário, só relógio. Passou da hora, eles reclamam !!!

Pensando nisso resolvi deixar uns "lanchinhos" gostosos, possíveis de fazer, sem grande gasto de tempo e com os ingredientes fáceis de encontrar.

Começo com o simples cachorro quente, ou americanizando, o Hot Dog.




Sobre o Hot Dog eu podia escrever um bocado de estórias, mas tem uma que eu acho interessante escrever. Uma curiosidade e uma engenhosidade de um vendedor de salsichas.

No começo do século passado, as salsichas entraram na moda nos Estados Unidos, assim como os jogos de baseball. Uma coisa comum, e sofisticada, era as pessoas, simplesmente, pegarem a salsicha na mão e sair comendo como se fosse um sorvete, um chocolate.


Nos estádios de baseball, era comum ver vendedores de salsichas por todos os lados com suas caixas brancas com a bandeirinha americana estampada.

Havia um cliente que sempre comprava de um certo vendedor, porque muitos faziam suas próprias salsichas, mas, em certo dia, esse vendedor reparou que esse cliente fazia uma certa cara de nôjo ao vê-lo pegar a salsicha com as mãos para entregar-lhe. Espertamente, e para não perder esse cliente, o vendedor ao servir a salsicha, a colocou entre duas fatias de pão.

Esse cliente era um jornalista e gostou da idéia, publicando uma nota no jornal em que descrevia essa experiência agradável, elogiando muito.
A fama deste ato foi crescendo e tornou-se comum servir as salsichas envolvidas com fatias de pão.
O maior fabricante de pães da América logo percebeu esse filão de mercado aberto e muito rapidamente lançou o "pão para salsicha", amplamente respaldado por uma intensa campanha publicitária. A fama cresceu.
A recessão chegou no fim dos anos 20 e começo dos anos 30 e, como a salsicha era um tipo de carme, já que com a falta de dinheiro as pessoas não tinham acesso à elas, o crescimento das vendas disparou.

Certo dia, nessa época, em uma comemoração que houve, uma certa dama, acompanhada de seu cãozinho da raça basset estava comendo esse sanduíche de pão com salsicha e foi fotografada e aparecendo essa foto em um jornal.
 A associação entre o cãozinho basset e o sanduíche foi imediata e logo o cão passou a ser apelidado de "cão salsicha" e o sanduíche de "cachorro quente", o famoso Hot-Dog.

Bem, tudo isso pode ser estória para boi dormir, mas o sanduíche ficou e hoje continua sendo o sanduíche mais consumido no mundo, na frente mesmo do famosos hamburguer.


Então, alguns "conselhos" para um delicioso Hot Dog:


Meu super Hot Dog


Em primeiro lugar, a salsicha.
Procure salsichas de qualidade. A Cerrati e a Hans fazem salsichas com mais carne suína e de melhores partes, portanto menos engorduradas e mais nobres.
Seu sabor é infinitamente melhor que as salsichas comuns.
Nem precisa pensar muito, pois, com cinco reais compramos um quilo de salsicha comum, que vem por volta de 24 a 25 peças, enquanto essas melhores tem custo de cinco reais por 4 unidades. Se formos pensar bem, 25 salsichas destas, para fazer um quilo, dá um total de 25 ou 30 reais, mais caro que o quilo de filet mignon, que nessa época podemos encontrar a venda por 20 reais.

O pão, também, é importante.
Claro que muita gente prefere os pãozinhos normais, os franceses, por serem mais durinhos, mas hot dog, para mim, se come com pão de hot dog.

O modo tradicional na América é comer apenas pão e salsicha e, quando muito, admite-se o uso de mostarda e só, mas, aqui no nosso Brasil colocamos um montão de coisas, que variam da mesma mostarda até purê de batata com batata palha e milho verde.
Eu acho uma mistureba horrível, mas, para alguns, o néctar do paraíso.
Agora inventaram de prensar, esmagar o pobre sanduba. Sei lá, mas,  para mim, não desce.

Os condimentos dão a vida ao sanduíche.

Eu procuro apenas fazer uma maionese caseira, porque que acho incomparável o sabor em comparação às industrializadas, meu próprio catchup.A mostarda, essa vai pronta mesmo.

Para fazer a maionese caseira é simples e, se seguir meus passos, nunca vai errar.

Prestenção:

Coloque um ovo inteiro no copo do liquidificador. Acrescente uma pitada de sal e um emulsificante.


- Que droga é essa de "emulsificante" Ripp ?

- São substâncias que, vamos dizer, grudam dois líquidos, deixa-os durinhos, dependendo dos ingredientes e os mantém assim.

- Ah tá, e daí?

- E daí que precisamos algo que misture o ovo com o óleo.

- Sim, mas quais são?

- Ácido Acético, Ácido Cítrico ou Ácido Ascórbico e Molho de Brassocáceas.

- Aí que nôjo Ripp, eu não vou usar esses troços !!
Que porcarias são essas?

- Vinagre, Limão e molho de mostarda, hehe!!

(O molho de mostarda, na verdade, contém vinagre, por isso funciona, também.)

Bem...continuando:

Colocou o ovo, uma pitada de sal e umas gotinhas de vinagre, limão ou mostarda, vamos começar a fazer a maionese.

Ligue o liquidificador em velocidade média, mas antes tampe, e deixe apenas o buraquinho da tampa aberto. Comece a colocar um fio de óleo, lentamente e ininterruptamente.

Você vai notar que o barulho vai mudando com o tempo e na hora que solidifica, as pás do liquidificador quase não tocam mais na maionese. Nessa hora, ela está pronta.

Aviso: faz sujeira pra caramba, se não tomar cuidado.


Tem dois modos de retirar a maionese do copo do liquidificador:
o difícil e o fácil.

O método difícil é usando um pão-duro ou uma colher e, raspando bem o copo do liquidificador, esvaziá-lo.

O fácil é virar e deixar de ponta cabeça o copo em uma vasilha. A gravidade faz todo o trabalho e em uns 3 a 4 minutos a maionese está fora do copo.

Santa gravidade, Batman !!

Pronta a maionese, vamos fazer o Catchup.
Isso se você quiser um molho de tomate concentrado de qualidade e sabor muito superior aos que compramos no mercado.





Bate uns 6 tomates no liquidificador e passa pela peneira.
Em uma panela, coloque uma colher de sopa de óleo e frite uma cebola pequena ralada. Quando dourar, leve o tomate peneirado à panela, em fogo baixo, e deixe reduzir pela metade.

Acrescente açúcar mascavo, mais ou menos duas colheres de sopa se gostar mais docinho, ou uma se quiser menos adocicado.

Agora o grande lance: Faça uma cestinha com um pano ou mesmo, se tiver, use aquelas de metal e coloque alguns cravos, canela em pau, um dente de alho e duas folhinhas de louro. Será retirado depois, claro.

Se não tiver a cestinha, use uma peneira de aço inox e deixe-a apoiada na borda da panela, com o fundo penetrando no molho. O importante é retirar e deixar apenas a parte do tomate, afinal catchup granulado não existe.


Acrescente 4 colheres de sopa de vinagre de vinho branco e comece a reduzir até a consitência de catchup. Demora de 20 a 30 minutos, em fogo baixo, mais ou menos, mas, precisa mexer, se não queima o fundo, como em um molho de tomate qualquer.

Se quiser que ele seja picante, quando bater os tomates no liquidificador, coloque uma pimenta vermelha, sem sementes e sem a parte esbranquiçada, picada ou então, acrescente duas colheres de molho Tabasco durante o cozimento (ou "cocção" como dizem meus colegas). Pode,ainda, como na foto, dar um leve "ardorzinho", uma leve picância, punjêcia se quiser outro termo, colocando a pimenta inteira e depois retirando-a.

Não deixe grumos. Se houver, bata novamente no liquidificador.

Deixe esfriar e coloque em potes de vidros ou naqueles troços de servir catchup.

O molho de mostarda pode ser feito em casa, mas hoje em dia existem tantas mostardas de qualidade boa, que nem compensa.
Se quiser eu ensino, mas dá trabalho, então, vamos usar as prontas, por que, se eu duvido que o catchup caseiro você irá fazer, imagino a mostarda que dá um trabalhão, hehe!!!

Podemos fazer muito mais coisas (vocês, eu não, detesto essas misturebas sem nexo), como purê de batatas, milho cozido, batata palha, ervilhas, repolhos, pimentões, etc, etc, mas, o básico, e o que todo mundo gosta, está aí.

Pronto, Hot dogs de primeira, acompanhamentos normais deliciosos e estórias de cultura absolutamente inútel, hehe!!



Vamos à Fritas, tam, tam, tam, taaaaaaam !!!!

As Fritas:



Um caso de amor profundo em muitos.

 Quem não gosta de batatas fritas levanta a mão !!!!










(silêncio total)








Mãos à obra !!!

Mas, fazer batatas fritas direito é complicado, não verdade?

Melhor comprar as prontas, congeladas, não é?

NÃO !!!

Por vários motivos, que eu não vou ficar descrevendo, prefiro fazer minhas próprias batatas fritas.

E eu faço assim:

Prestenção nas letrinhas a seguir:

Escolho a batata de tamanho médio a grande porque é mais fácil e dá uma maior quantidade de fritas por batata, hehe!!

Normalmente uso aquela batata rôxa, a Asterix, porque ela tem muito menos água, o que deixa-a muito mais sequinha e crocante.

Eu tenho o cortador de batatas, mas se você não tem, problema seu, vai ter que fazer na mão, ou melhor, na faca, hehe!!

Procure cortar todas as fatias na mesma espessura, assim durante a fritura elas ficarão iguais. Se fizer umas mais finas e outras muito grossas, as primeira irão ficar esturricadas e as segundas cruas, se fritar todas juntas, como é de se esperar.


Quer que elas fiquem bem crocantes?

- Claro, né?

- Então faz isso, ó, prestenção:

Feito o descascamento e os cortes, pega algumas folhas de papel toalha e enxuge bem as fatias. Seque bem, para eliminar toda aquela umidade que aparece na superfície da batata.

Polvilhe bicarbonato de sódio. É pouco, não precisa empanar as coitadinhas. Ele ajudará a secar mais ainda e criará uma superfície crocante nas fritas.

Na panela, coloque óleo e deixe esquentar até a temperatura de 180º.

Como nem todo mundo tem termômetro, uma dica é colocar um palito de fósforo dentro. Quando ele pegar fogo, tá na hora de colocar as batatas.
Lembre-se de retirar o palito, ou alguém vai achar que tú é uma desleixada.

Frite-as, mas...

Vamos dar um toque de Chef?


Coloque uns dentes de alho, com casca e tudo, junto, no óleo da fritura. Depois que a batata fritar, eles também fritarão, e você terá um delicoso purê de alho para espremer por cima das batatas.

Coloque uma ramo de alecrim junto à fritura. Você vai sentir o aroma delicioso no momento que colocá-lo, mas coloque o alecrim, mais ou menos, no meio para o fim da fritura, assim ele não queima. Quando retirar, despedace ele e coloque por cima das batatas, deixando o ramo que segura as folhinhas de fora.

Não economize no papel toalha, deixa de ser mão-de-vaca.
Coloque várias folhas em um prato ou travessa e deixe-as secarem bem.

Outra maneira de fritar bem é fazer duas frituras, comuns em restaurantes. Frite-as até dourar de leve, retire e deixe-as secar por uns 3 a 4 minutos. Depois volte para a gordura quente novamente até terminar a fritura.

Fazendo assim, fica tão saboroso que nem precisa colocar aquela montanha de sal que as pessoas, normalmente, usam. Para hipertensos e cardíacos, uma chance de comê-las sem "muita" culpa.


Macarrão, outro bom palpite para feriados.

Existem vários molhos e vários tipos de massa. Alguns molhos são de preparo longo, mas outros são rápidos e fáceis de fazer.
(Sem contar o famoso macarrão universitário, que é despejar uma lata de molho pronto por cima do espaguetaõ que estava em oferta e lascar queijo ralado (também em oferta e que devia estar na seção de talco antisépticos para os pés).
Esse, em termos de rapidez, é imbatível, mas, em termos de sabor, fica em último da fila.

Se quiser frio, podemos fazer uma Salada de Macarrão.

- What ?
(Tradução simultânea: O quê?)

Macarrão frio?

Sim, uma espécie de salada, pois o macarrão é servido frio e todos os ingredientes são frios, por isso, é ótimo servir no verãozão.


(coloca o Cook Tem nos seus favoritos e daqui há uns 6 meses você usa essa receita, hehe!!).
Ótimo, também, caso tenha acabado o gás logo depois de cozinhar a massa, hehe!!.

Faz assim, ó, prestenção na explicação:

Ferve o macarrão em água com sal por 6 a 7 minutos. Ele tem que ficar "al dente", ou seja durinho. Retira e escorre.

Espere esfriar um pouco, enquanto isso pique bem miudinho pícles variados. Misture à massa esses pícles e mais uma porção generosa de maionese. Povilha com salsa picada e voilá, tem uma simples e rápida salada de macarrão.

Eu, ainda, acrescento um peito de frango desfiado, fácil de fazer.
Coloca o peito, do frango, claro, na água com sal e deixa uns 15 minutos. É só desfiar com o garfo e tá pronto.

Se usar aqueles macarrões tricolores vai ficar o máximo a apresentação. Normalmente usamos o parafuso, o fusille com duas estrias, o farfalle (gravatinha) ou mesmo o Penne, mas o melhor é o parafuso, pois, pelo seu formato, os condimentos "agarram" melhor nele.


Macarrão à La Alfredo bem Simples.



Cozinha o macarrão e escorre.
Na panela, ou frigideira grande, coloque duas colheres de manteiga e assim que ela derreter, tempere com sal e pimenta do reino moída na hora.
"Frite" o macarrão nessa manteiga e acrescente um pacote de queijo ralado (você pode colocar muito queijos e até presunto, peito de perú defumado, bacom em cubinhos, etc, mas no Alfredo é só queijo), mexe bem e acresce uma lata de creme de leite, misturando bem. Pronto.


Macarrão ao Molho Primavera:

Faça um molho Bechamél, o molho branco, derretendo uma porção de manteiga e a mesma medida de farinha de trigo, ou seja, usou uma colher de sopa de manteiga, use uma colher de sopa de farinha. Mexa sem parar até começar a dourar, uns 4 a 5 minutos, em fogo médio, mas, não deixe ficar marrom, pois além de alterar o sabor, altera o tipo de molho que estamos fazendo. Isso que está fazendo é o chamado "roux".
Quando essa "papa" estiver pronta, comece a colocar leite gelado aos pouco e sempre mexendo, até a consistência ficar grossa, mas ainda fluida.
Coloque sobre a massa e polvilhe queijo ralado. Se quiser dar um toque a mais, rale noz moscada durante o cozimento deste molho. Acresça de presunto cortado em cubinhos.

Macarrão Parisience


O mesmo molho acima, o Bechamel, mas acrescendo pedaços de presunto e ervilhas (evite as de lata. Melhor as frescas ou mesmo as congeladas. Escorra bem e coloque junto ao molho. Pode acrescer de cenouras bem picadinhas.

Macarrão Alioli (Alho e Óleo):

(Você pode acrescer uns "camarõeszinhos" que fica ótimo)

Super conhecido e simples, apenas não queime o alho, pois, fica indigesto.

Na panela coloque o óleo e frite alhos em pedacinhos.
Coloque o macarrão e continue a fritar.
Desligue o fogo quando misturar bem e coloque salsinha picada. Polvilhe queijo ralado e, se quiser, e farinha de rosca.



Se o alho lhe é muito indigesto, siga a receita do link abaixo:





Macarrão ao Pesto:

(Não tenho uma foto agora, pois quando fiz "uma certa pessoa" comeu antes de eu fotografar, hehe!!!)

Outro bem simples. Coloque uma maço de manjericão no liquidificador, um dente de alho, uma pitada de sal, pimenta do reino, se quiser, e ligue o liquidificador e vá colocando um fio de azeite até engrossar e formar o molho.

O Pesto nunca deve ir à panela. É um molho frio. Dura até 4 dias na geladeira ou pode ser congelado.


Sanduiches diversos:

Uma delícia é o Baurú bem feitinho.

Coloque em uma panela larga água e deixe-a ferver. Acresça uma pitada de sal. Coloque fatias de queijo nela (pode ser vários tipos, mas o prato, o Ementhal, o Gruyère e a mozzarella são os mais indicados). Quando começar a derreter, com o auxílio de duas colheres de sopa vá misturando e fazendo uma espécie de bolota com os queijos. Retire e coloque sobre um pão que tenha uma fatia de rosbife ou presunto. Termine com rodelas de tomate e alface. Pode temperar com orégano.

Carne Maluca:



Na panela de pressão coloque óleo e deixe esquentar. Pegue um pedaço de carne, de preferência Lagarto e frite-a de todos os lados (selar). Acrescente água até dois terços da panela, um caldo de carne e uma colher de sopa de mostarda. Ligue o fogo alto e assim que a pressão começar a fazer a válvula chiar, baixe o fogo e deixe por 50 a 60 minutos.

Retire, deixe esfriar um pouco e desfie a carne.

Acrescente-a a um mix de legumes e ervas, como pimentão, cebola, salsa e cebolinha. Tudo bem picadinho.
Regue com azeite em abundância e umas gotinhas de vinagre de vinho ou de maçã. Misture e veja o sal. Se necessário, coloque.
Se gostar pode acrescentar pimenta vermelha bem picadinha, mas sem as sementes e a partes esbranquiçadas.

Abra o pão e coloque um generoso bocado dessa preparação.Se sobrar, dura, até, dois dias na geladeira.

Hamburguer:



Não vai me dizer que você gosta daqueles congelados de caixinha. Se gostar, pare a leitura e vá ver o futebol que deve estar passando na TV.

Se quiser fazer "o" Hamburguer, então faça assim, ó, prestenção:

Rala uma cebola e e amassa um dente de alho. Pica salsinha e cebolinha.
Compra, porque eles não dão de graça, carne moída (as melhores, e mais em conta, são o acém e o patinho, mas pode usar coxão mole ou qualquer outra carne) e mistura tudo com as mãos, bem misturado. Faz umas bolinhas, um pouco menor do que o tamanho de uma bola de tênis e depois amassa ela até ficar no formato de hamburguer.
Frita em frigideira bem quente, assim os sucos da carne não escapam e ela fica bem tenra.

O restante, você faz como quiser. Pode colocar junto com queijo, alface, tomate, bacom, ovos, etc.
É só montar no pão e colocar os acompanhamentos de praxe que eu já ensinei lááááá em cima nesse texto, como o Catchup, a maionese e a mostarda. Ou você não "prestoutenção"?

Você, se não comer carnes vermelhas, pode fazer com frango.



Sobremesas:
Um montão estão no blog, desde Caldo & Freddo a Gelatina de Cacau. Tudo depende da sua vontade, do tempo e do seu modo de encarar o feriado. Se quer simplicidade, abra uma barra de chocolate, mas se quiser fazer coisa boa mesmo e deixar todos babando, faça um Pavê de Chocolate.

Faz desse jeito, ó, prestenção direitinho que é fácil:


Pavê de Chocolate com Geléia de Frutas:




Você vai precisar de um pacote de biscoito Champagne, uma barra de chocolate meio amargo, leite, creme de leite, Nescau ou cacau em pó, granulado de brigadeiro e uma geléia de frutas a sua escolha.

Derreta no microondas o chocolate. Vai de 30 em 30 segundos, misturando, assim não queima embaixo e fica duro em cima. Assim que amolecer,  misture o creme de leite. Isso chama-se Ganach. Pode colocar uma colher de manteiga, se quiser. Isso dará mais textura lisa e brilho, mas como o ganach estará "dentro" do pavê, eu dispensaria para economizar calorias e artérias sangüíneas.

Em uma travessa, coloque uma camada de biscoito Champagne embebido de leite com Nescau (faz em um prato fundo a mistura e coloca as bolachas por poucos segundos, se não elas desmancham). Por cima, coloque uma camada do ganach. Repita mais uma camada de bolachas embebidas. Agora coloque uma camada de geléia de frutas. Ela está aí porque ajuda a quebrar o doce, sendo uma deliciosa surpresa, mas isso é opcional, coloca se quiser. Se não colocar, então, vai mais uma camada de ganach e mais uma de bolacha. Na cobertura, você pode colocar o ganach ou Chantily. Pode fazer o Creme Pastieur, o creme de confeiteiro. Depois polvilhe o granulado e leve à geladeira por umas duas a três horas.

Em vez do ganach, você pode fazer um brigadeiro, usando uma lata de leite moça, uma lata de leite normal com duas colheres de sopa de Maisena, quatro colheres bem cheias de Nescau. Mistura em fogo baixo até solidificar.

O pavê dura uns três dias na geladeira, mas eu aposto que não vai sobrar.

Mousse de Maracujá:


No Liquidificador, coloque uma lata de leite moça,uma lata de creme de leite e, usando uma das latas como medida, uma lata de suco concentrado de maracujá.

Bata até homogenizar e coloque em copinhos ou taças. Leve à geladeira por umas duas horas.

Se quiser, coloque a polpa de maracujá fresca para enfeitar.

Se estiver calor, aí onde você está, porque aqui não tá não, brrrr, você pode fazer sorvete, colocando a mousse no freezer e, depois de uma hora, espetandar os palitos de sorvete.

Isso, na verdade, é um "Creme de Maracujá", prático e simples, que chamamos de "Mousse", porém, o verdadeiro Mousse de Maracujá tem outra receita bem diferente dessa. 

Lanchinho da tarde:
Bolinhos de chuva:



Esse é "bába" de fazer. Prestenção:

Pega o liquidificador e coloca um ovo, uma xícara de leite, uma xícara de farinha de trigo, meia xícara de açúcar e uma pitadinha de sal. Se quiser que fiquem mais fofinhos, pode colocar uma colherinha de fermento em pó. Bata e deixe descansar por uns 20 minutos.

Depois, com uma colher, coloque porções no óleo quente, a 160º, ou seja médio, e frite dos dois lados. Retire e escorra em papel toalha. Depois role sobre uma mistura de açúcar e canela, ou só açúcar. Pode ser açúcar comum ou açúcar cristal.

Podemos variar imensamente esses bolinhos acrecendo de banana, chocolate, etc.

A mágica na cozinha acontece com boa vontade e um sorriso na face!




Bom , se com essas sugestões você não agradar, no próximo feriado largue todo esse pessoal mal agradecido e vá para um Spa.
Lá você vai descansar, mas duvido que coma tão bem, hehe!!!

Bye, bye

Serviço cumprido por hoje !!!

Pane & Pasta...ma Pomodori, Formaggio e Olio d'Oliva


Bah, pra que esse nome em italiano, né?, estamos no Brasil mesmo !!!

Então..

Talharim com pão...mais Tomate, Queijo e Azeite de Oliva.


(Clique nas fotos se quiser ver em tamanho maior)
 

Ontem eu estava ao telefone conversando com uma amiga e ela falava que não tinha nada em casa (mentira dela, sei que ela é exagerada mesmo, hehe!!).

Perguntei: - Nada, mesmo?

Ela respondeu: - Só um pacote de Miojo, um pão de ontem e aquelas coisinhas de sempre na geladeira, tomate, alface...


Falei: - Tem azeite de oliva e dois dentinhos de alho?

Ela disse: - Sim

- Então vamos fazer uma das boas pastas simples que eu conheço. Uma massa bem ao estilo "Cook Tem".

Então, fui fazendo aqui em casa junto com ela, assim poderia dar os tempos exatos, as técnicas e o que fosse preciso para alimentar essa pobrezinha.


Comecei...


- Pega os dois dentinhos de alho e descasca (uma dica bem legal, principalmente quando o alho é bem novinho e a casca é difícil de retirar, é colocá-lo na tábua e com a lateral da faca encostada nele dar uma batida, um sôco, um murro, uma porrada, sei lá o quanto você vai estar estressada hoje, hehe!!).

- Descascou?


- Sim! Foi facinho desse jeito !!!

-Agora fatia eles não muito finos e coloca na frigideira com bastante azeite de oliva, liga em fogo médio e deixa os dentes de alho ficarem douradinhos.



Pega o pão e corta em fatias (eu usei pão italiano, porque gosto e fica mais durinho e porque só tinha ele mesmo)


Leve as fatias de alho para a borda da frigideira, ou retire-as, e coloque as fatias de pão. Molhe bem com o azeite que saborizou com o alho, dos dois lados, e deixa elas dourarem, quase ficando marrons, mas, sem queimar. Retira e espera esfriar.







Deixa elas fritando até ficar assim, mais ou menos. Tá vendo a cor?

- Como é que eu vou ver pelo telefone???

- Verdade, depois coloco uma foto no blog e você vê se ficou da corzinha das minhas.







- Quando esfriarem, coloca em um tigela, vasilha, bawl, o que tiver à mão e possa servir de pilão e amassa essas fatias de pão grosseiramente. Deixa isso aí quietinho.




Ferva uma panela com água. Enquanto isso, pegue um tomate, faça um corte em cruz na bundinha dele e, quando a água ferver, jogue dentro da panela e espere 30 segundos. Retira e coloca em uma vasilha com água fria. Vai sair toda a pele. Remove as sementes e corte em quadradinhos. Para economizar gás e, em estando lavadinho o tomate, use essa mesma água para ferver o macarrão.

- Tem salsa por aí?

- Péraí que eu vou ver...

Eba !, tem sim !!


- Ótimo.  Lave e pique grosseiramente.

-Tá bão....Espera que eu sou lerda!

-O macarrão ferveu?
Afinal, Miojo demora 3 minutos e olha lá.

- Já !!

- Então escorre a água do macarrão na pia. Se estivesse usando um macarrão de normal eu iria pedir que guardasse um pouco desta água, assim se ficasse muito sêco quando levasse para saltear, poderia acrescer um pouquinho dela para deixar mais úmido.

Lembra a frigideira que você fez as fatias de pão?

- Ih, tá suja de azeite ainda !!!

- Ótimo, pois é lá que vamos saltear esse macarrão para misturar tudo.

Coloca mais azeite, se tiver sobrado muito pouco. O suficiente para cobrir o fundo da frigideira. Se quiser, pode colocar os dentinhos de alho que você fritou antes, com o pão, mas, se tem azia e má digestão, melhor não colocar alho, a menos que goste de sal de frutas Eno de sobremesa.

Põe um pouco de sal e pimenta do reino, se quiser. Leva o macarrão escorrido pra ela e dá uma mexida.
Eu coloco o sal e a pimenta nesse ponto, antes de coolocar o macarrão, assim o azeite fica temperado e ao cobrir o macarrão fica melhor.

- Xiiiii...Caiu um pouco Ripp !!!

- O melhor para saltear é usar um frigideira média/grande, mas vai com cuidado e se caiu não tente pegar enquanto o fogo está ligado. Não compensa uma queimadura na mão por um pouquinho.

Agora acrescenta os tomates em quadradinhos e o pão amassado, que quase virou uma farofa. Mexe um pouco e depois coloca a salsinha picada e mexe de novo.

Se achar que tá muito sêco, coloca um pouco mais de azeite, não economize, pois azeite é diferente de manteiga, faz bem pra saúde.


- E agora ?

- Agora coloca isso no prato e, se quiser, ponha queijo ralado e "mangia che te fa bene" !!!


- Mupf, ham, hum...

- Tá bom?


- Muftma ham, hum, muiton, muitom, mutobom, MUITO BOM !!!


- Então come e não fala de boca cheia que é feio, hehe !!!!!

- Eu vou comer o meu aqui, também !

- Liga depois, tá ?

- Ligo, depois que lavar a louça.

- Beijo

- Beijo e obrigada !!!




Psiu... ei você que tá lendo!

 Não conta nada, mas, sem ela saber, para não ficar morta de inveja e com vontade, babando no bocal do telefone, coitadinha, eu fiz uma sobremesa.
Uma vez falei pra ela que precisava encontrar um nome para essa sobremesa e ela, tirando sarro da minha preferência pela comida francesa disse:


Gelatinê dí Rippíní
(fale com um biquinho nos lábios, feito francês, hehe!!)



Um monte de Chefs "televisivos" faz essa receita, usando mil licores, Champagnes, Whiskey, etc e frutas, como amoras, mirtilo e framboesas. Aqui na minha cidade não acho nada disso, então fui de uvas rosadas e morangos.





É assim, ó... prestenção::


Coloque em uma panela pequena dois copos de Champagne (eu usei Prosecco, porque tinha aqui em casa aberto. O prosecco é um espumante feito na Itália. Tem esse nome só os espumantes feitos na Itália, assim como Champagne só os feitos na França, na região de Champagne. O restante do mundo chama esse vinho de "Espumante,", inclusive aqui no Brasil varoníl).


Bom, junte ao espumante duas colheres de açúcar (pra ficar docinho, mas se não quiser, não coloque) e esquente um pouco (até uns 45º, Não sei se vocês
 tem termômetro aí na sua casa e, se não tem faz assim: Coloca o dedo. Se queimar tá quente demais, hehe!!!)


Eu usei gelatina incolor em pó, mas, o certo seria usar a outra, em folha, aquela que você derrete na água, fica toda melequenta e você adiciona ao preparado.

Peguei um saquinho e dissolvi em duas colheres de sopa de água, esquentei 20 segundos no microondas para ela dissolver e coloquei na panela junto com o Prosecco. Eu tinha aniz estrelado e como adoro o perfume dele, coloquei duas "estrelinhas". Deixei amornar por uns 30 minutos.


Lavei bem os morangos e as uvas, sequei e coloquei em uma taça e despejei essa "gelatina" até cobrir as frutas.Uns malditos morangos cismavam em boiar, mas isso foi resolvido quando coloquei mais uvas, até preencher toda a taça.

Levei a geladeira e lá ficou por umas três horas e meia.

Retirei e bati um creme de leite fresco sem nada, nem açúcar. Apenas o creme e coloquei por cima.

Se tiver criança em casa, em vez de fazer com a bebida alcoólica, faz com gelatina comum de abacaxi que fica muito bom e elas vão adorar, comer e parar de fazer bagunça.

Você pode usar qualquer fruta que quiser, menos abacaxi e kiwi, porque eles tem uma enzima que destroi as proteínas da gelatina e não a deixam solidificar. Não se deve usar frutas em calda, pelo mesmo motivo. Podemos usar maçã, pêra, framboesas, amoras, uvas, etc, etc, sem problemas. 

Eu fiz um monte de tamanhos:




Sinto se escrevi algumas bobeiras ou coisas erradas, mas é que ficou tão bom que comi umas três taças, estou na quarta, ou seja, já tomei umas quatro taças de prosecco e tô meio bebum, hehe!!!